- 10:22
- 0 Comments
"Tentar ser forte em todo e cada amanhecer". Quando ouvi essa música, lá pelos 14, simpatizei demais sem entender os motivos. Até hoje é só ouvi-la me vem aquele nó na garganta característico das coisas que batem direto na alma, sabe? Para mim é a mais sincera e dolorida da Legião para se ouvir. Mas claro que não me colocava no lugar de Clarisse, afinal, eu era "normal", certo? Não era do tipo de pessoa que fica por ai sendo daquelas modinhas clássicas que "meditam", "praticam yoga", "tem depressão", etc., certo?
Errado. E poder colocar isso para fora é extremamente libertador, mesmo que tardio. Me segurei tanto em tantas coisas que queria por conta dessas paranoias que, olha, poderia escrever um livro das coisas que meus medos me impediram de seguir. Quiçá uma enciclopédia, de tanto que estudei de cada uma delas e não as coloquei em prática. Nenhuma mesmo.
Hoje vejo que tudo isso derivou de vários fatores, silenciosamente ignorados por uma série de pessoas que deveriam ter/demonstrar mais interesse em cumprir com suas responsabilidades do que de fato tinham/expunham. Não estou mais aqui para julgá-las: agora entendo o peso que as limitações individuais de cada um de fato impedem nossa vida - e melhorar minha percepção sobre esses "pontos fracos alheios" me faz aprender demais, nem que seja pelo contraexemplo. É doloroso admitir isso tudo, mas de nada adiantará ficar procurando culpados.
"O que importa não é o que fizeram conosco,
e sim o que faremos do que fizeram conosco" (Sartre)
Agora sob serio acompanhamento médico e psicológico (acredite, falar sobre isso abertamente também me é uma libertação) que consigo digerir algumas coisas, fatos inclusive sobre aquela Bárbara lá dos 14 que tinha medo de seguir "modinhas" e ser "problemática". Agora entendo e falo abertamente sobre autoestima, ansiedade, depressão, crises de pânico, bulimia. Não necessariamente nessa ordem, mas todos presentes em minha vida, em maior ou menor grau, depende da época. Isso tudo faz parte do tratamento que pre predispus a fazer - e que farei enquanto for necessário.
Não que esteja tudo sob controle (de fato está tudo ao avesso e só agora que estou começando a arrumar a estante que mal acabei de limpar), mas agora vejo que preciso organizar algumas percepções, sentimentos, opiniões, etc. Sim, é preciso chorar sozinha, é preciso lamber as feridas sozinha, é preciso passar por determinadas épocas sozinha, mas não preciso mais me isolar para entender isso tudo: é preciso saber receber ajuda e é preciso saber buscar ajuda também.
Por enquanto sigo nesse passo de um dia bem, outro não, um dia estável, outro não, um dia calmo, outro cheio de ansiedades que me sufocam, paralisam. Um dia que consigo vestir máscaras para atuar como se estivesse tudo ok, enquanto em outros não preciso delas para ficar efetivamente bem.
"Mas um dia eu consigo resistir". Sei que nada vai mudar "pra sempre". Minhas características estarão sempre por aqui. Meus gatilhos estarão sempre armados, esperando um descuido para me aprisionarem de novo. Para me derrubarem de novo. Mas de um tempo para cá, quando passei a identificá-los, comecei a dançar ao redor deles, e isso tem me feito bem: me colocou em movimento. Muito bem - inclusive recomendo fortemente a quem passar pela mesma situação.
Quis falar sobre a ansiedade hoje e quanto isso tem me custado (tive um surto ontem), mas saiu algo totalmente diferente do que previ e, quer saber? Gostei. Depois escrevo mais sobre como essa querida tem me paralisado (ou não). Talvez um dia eu seja afastada de novo de minhas funções por conta dela (ou não). Talvez um dia eu fique meses sem um ataque - ou não. O importante é que pretendo lutar e resistir. Afinal, como uma amiga minha me falou ontem, ainda pretendo mudar o (meu) mundo.
- 07:13
- 0 Comments
Poderia começar com o mesmo, hoje: "me desculpe a demora", "prometo postar mais vezes", "tá foda", etc. Mas novas resoluções me acometeram, e uma delas é parar de criar vínculos amistosos como "obrigações". Esse pequeno espaço com www na frente o qual "me" pertence não é algo para ser mais um peso, e sim algo para relembrar coisas boas no futuro.
Já usei outras plataformas com o mesmo intuito [fotolog, orkut, facebook, twitter e atualmente instagram] mas pra quê usar redes sociais se possuo um blog? Por qual motivo me podar pensando "no que os possíveis leitores (até agora ou inexistentes, ou incógnitos) vão pensar, se um dia isso vier a ser compartilhado?
Divagações bem à parte, um dia quero começar a fazer vídeos. Nada com grande pretensões, mas alguma coisa que deixe registrado o que já vi, o que já se passou nesse mundo, alguma espécie de registro particular do presente para um futuro talvez coletivo... Pois se as pessoas que tem conhecimento para tanto não o colocarem em prática, quem mais o fará?
Pensando nisso, deixo aqui o clipe lindo da Anelis Assumpção, cantora que "mal conheci e já considero pakas" [e que vem bem ao encontro do que gostaria de registrar].
Até a próxima, talvez em breve. =*
Já usei outras plataformas com o mesmo intuito [fotolog, orkut, facebook, twitter e atualmente instagram] mas pra quê usar redes sociais se possuo um blog? Por qual motivo me podar pensando "no que os possíveis leitores (até agora ou inexistentes, ou incógnitos) vão pensar, se um dia isso vier a ser compartilhado?
Divagações bem à parte, um dia quero começar a fazer vídeos. Nada com grande pretensões, mas alguma coisa que deixe registrado o que já vi, o que já se passou nesse mundo, alguma espécie de registro particular do presente para um futuro talvez coletivo... Pois se as pessoas que tem conhecimento para tanto não o colocarem em prática, quem mais o fará?
Pensando nisso, deixo aqui o clipe lindo da Anelis Assumpção, cantora que "mal conheci e já considero pakas" [e que vem bem ao encontro do que gostaria de registrar].
Até a próxima, talvez em breve. =*
- 07:53
- 0 Comments
Um dos contratos de prestação de serviços terceirizados daqui encerra-se hoje. Depois de meses recebendo salários sempre atrasados, muitas vezes com descontos desconfiáveis, dezenas de trabalhadoras e trabalhadores, "lotados" nos Câmpus e Reitoria da Instituição, baterão o ponto hoje e não voltarão amanhã.
São copeiras, jardineiros, auxiliares de limpeza, manutenção predial, enfim, pessoas detentoras de direitos e deveres como qualquer outra que também trabalhe nesses prédios públicos. Pessoas que assinaram seus respectivos avisos prévios há 29 dias e desde então esperam que lhes seja repassado o nome da ganhadora da nova licitação para poderem, ao menos, enviarem seus currículos para tentarem continuar trabalhando por aqui.
Pessoas que hoje estão, grande maioria, tristes por não saberem o que fazer amanhã. "Será que a nova empresa vai entrar em contato?", "Será que consigo emprego logo?", "Será que compensa entrar em outra terceirizada?" Pessoas que possuem família para manter, contas para pagar... E pra piorar, muitas não tem os 18 meses de carteira assinada para poderem dar entrada no seguro desemprego, ou seja: estarão amanhã no olho da rua mesmo.
As pessoas daqui pensam que isso (demissão em massa, desemprego, subcontratação, problemas trabalhistas) 'faz parte' do processo, pois os contratados "sabiam dos riscos" ao se submeterem à essas empresas, e logo acham minha comoção descabida. Bem, pra mim, descabida é essa terceirização dos infernos, que colocam o trabalhador humilde nessas situações precárias e retira praticamente toda responsabilidade da Administração pelas infrações trabalhistas cometidas por as ditas "empresas terceirizadas".
Na verdade, a banalização por aqui é tão grande que diversas vezes tive que entrar em conflito com os "servidores" que insistem (até hoje) não ver que chamar essas pessoas de "terceirizados" é desumanizá-los: "derrubei café aqui, chama a terceirizada pra vir limpar", "fala pro terceirizado fazer _____", etc. Absurdos e mais absurdos que escuto de uma dita parcela da população que possui (grande maioria) formação superior e se julga superior por ter passado numa prova - e não numa entrevista - para estarem trabalhando. Muitas sequer sabem o nome das pessoas que compartilham o ambiente de serviço há meses, quando não anos.
Tenho arrepios cada vez que leio uma nova tramitação da PL 4330/2004, pois sei que logo isso tudo pode piorar. Será?
Dia triste onde trabalho.
"A moca do café muito importante é
Para a saúde é vital à nossa empresa,
Se ela faz um café ruim, o dia de todos é ruim
(...)
Mas o salário dela não condiz,
não condizia nem nunca condirá
com a importância do café para a corporação.
O café no fim é produção!"
- 11:30
- 0 Comments
Só quem segue ou está implantando o GTD na vida sabe o que significa esses dados abaixo (e sabe que pra mim já é uma vitória chegar nesse ponto do trajeto):
Até ontem, havia mais de 180 gigas de coisas para organizar, arquivar, excluir aqui. Obviamente que ainda tenho muito a organizar na minha pasta de itens processados, mas por enquanto estamos assim:
- 06:22
- 0 Comments
Estou a implantar o GTD em minha vida desde ontem. Mais pra frente venho e comento melhor sobre o que isso quer dizer. Por enquanto basta falar que, no meu computador, até mesmo minha lixeira estava desse jeito:
| O caos não reina mais aqui! :) |
Mas agora as coisas mudarão. Eu tenho fé em mim que irão!
- 07:31
- 0 Comments
Minha amiga Lari Pestana tem coragem de fazer vídeos falando abertamente sobre temas diversos, até mesmo sobre problemáticas que não a atingem de fato, mas que lhe despertam interesse. Semana passada ela me perguntou se eu toparia de colaborar no vídeo que ela fará sobre veg(etari)anismo e claro que concordei, mas por questão de agendas só poderei contribuir com meu relato sobre o tema, que segue abaixo :)
Sou militante desde adolescente. Minhas primeiras lutas foram por movimento estudantil, retiros católicos, ai, diversas coisas. E me lembro que um dia cheguei a ver uma imagem semelhante a esta ao lado que me levantou curiosidade, mas não dei a devida atenção na época. Devia ter uns 15 anos e ainda tinha muito o que amadurecer para entender realmente a mensagem atrás da imagem.
Um belo dia, quando estava com lá meus 20 anos, depois de sair da casa dos meus pais, passar um pouco de necessidade 'na rua' e estar dependendo de ajuda dos meus então sogros para me alimentar etc, fui fazer um cachorro quente na casa deles com aquelas salsichinhas de boteco, sabe? Daquelas que vem num pote grande com vinagre e são meio azedinhas? Então. Enquanto cortava algumas para por no molho, fui comer uma e TCHARAM, veio um pedaço de plástico dentro. Tá, na ocasião ficamos todos com nojo mas acabou que os presentes comeram o dito cujo do hotdog (eu inclusa) e ficou por isso mesmo.
Na semana posterior fui procurar como que esse tipo de "alimento" é feito e confesso que o que vi me fez cortar, no mesmo dia, todo e qualquer tipo de carne superprocessada pra sempre da minha dieta. Não foi o mesmo vídeo que posto aqui embaixo, mas algo semelhante:
"Como assim eu nunca tive acesso a esse tipo de conteúdo?!" me perguntava. Logo eu, que sempre busquei estar informada sobre o que comprava - e militava para sermos menos consumistas - nunca tinha parado pra pensar no óbvio: nosso combustível. Exato. O que mandamos pra dentro, literalmente. Se realmente "somos o que comemos", esse tipo de "alimento" não deveria sequer ser vendido!
Conversa vai, conversa vem, troquei ideia com a mãe da minha ex e ela me contou alguns detalhes de como era o frigorífico que ela chegou a trabalhar por um tempo... Não vou entrar em detalhes para não ser desagradável, mas ela citou coisas como piscinas de sangue (onde os bovinos sangram até efetivamente morrer), e de como seus "miúdos" ainda chegavam quentes para que ela os limpasse e mandasse para o setor de embalagem... Enfim, para uma pessoa com o mínimo de empatia que eu era (e hoje sou muito mais), ouvir isso foi um tiro na minha cara... Nunca tinha pensado em como tudo que eu consumia vinha desse tipo de negócio!
Nesse ponto, umas duas semanas depois do ocorrido da salsicha, eu já tinha decidido que não iria mais comer carne processada e carne bovina, por não concordar com o método de abate desses animais (e por não admitir que continuaria comendo carnes bizarras como é o negócio que vem em formato de salsicha, linguiça, mortadela etc., para o consumo humano). Foi uma decisão até fácil de tomar, apesar de todos que estavam na minha volta ridicularizarem meus esforços...
Na época já tinha decidido que iria cortar "aos poucos" os outros tipos de carne, mas ai tive uma série de conversas com um amigo que me dava caronas todos os dias e que, coincidentemente, estava fazendo o trabalho de conclusão da pós-graduação num frigorífico... Ouvi outros relatos terríveis :'( e intensifiquei as buscas sobre vegetarianismo (questões nutricionais, substituições, verdades e mentiras, etc.) até encontrar o blog do meu amigo Robson Fernando, que foi meu tutor, teve paciência e didática para me dar um norte e incentivo em rumo a uma vida sem crueldade.
Isso foi em 2011, onde comecei a estudar de vez o veganismo e me apaixonei pela causa. Como qualquer iniciante, queria uma data para comemorar e defini que a partir do primeiro dia de 2012 não iria mais comer nada derivados de animais. Foi muito engraçado porque estava em um aniversário na virada de ano novo e queria muito um pedaço do bolo, mas como só cantaram o parabéns depois da meia noite fiquei sem!
Só que essa determinação sem apoio, nenhuma disciplina e falta de organização pessoal me fez mal, claro. Emagreci muito, ao ponto de cheguei a usar calças 36, algo que não ocorria desde meus 13~14 anos, fiquei anêmica e, juntamente a um monte de outros problemas particulares (término de um namoro muito conflituoso e longo, primeiro ano tendo que conciliar uma faculdade integral mais meu trabalho que também é integral, falta de tempo/empenho em programar minhas refeiçoes, enfim), 'quase' entrei em depressão. Digo 'quase' pois não tive acompanhamento psicológico durante essa fase para ter um diagnóstico, mas sei cá com meus botões que não foi nada fácil. Como voltar a consumir carnes me era/é inadmissível e como precisava começar a comer fora de casa para efetivamente me alimentar, voltei a comer derivados em outubro de 2012.
Sei que é contraproducente falar disso, mas sou sincera: nessa época estava acostumada a ficar longos períodos sem ingerir nada, as vezes mais de 16~18 horas só com café, biscoitos e água no trabalho, e as vezes uma paçoca ou pipoca doce na universidade, ou seja: claro que iria adoecer. Voltar a comer derivados foi uma decisão difícil para mim na época, pois já não considerava aquelas "comidas" como alimento de fato. Quando me "permiti" minha construção social falou mais alto e minha gula reinou: me entupi de queijos, iogurtes e ovos de todas as formas, acabei por engordar quase 20 quilos e isso prejudicou ainda mais meu quadro de 'quase' depressão (claro), mas essa questão de auto-estima, gordofobia e amor próprio fica pra outra postagem...
Fiquei nessa crise durante todo ano de 2013 e começo de 2014, até que com o apoio da terapia e de um grupo de vegetarianos de Campo Grande que, assim como eu, acreditam que ser vegana não é difícil, o difícil é ser vaca, galinha, peixe, cabra, etc., mesmo estando em Mato Grosso do Sul, terceiro maior "produtor" de carne do país, onde há 9 vacas para cada ser humano (sem contar as populações de galinhas, porcos, cabras, avestruz, etc) decidi seguir minha consciência. Renunciei de vez os derivados e desde então me equilibro numa dieta vegana racional, onde me dou o direito (ou seria o dever?) de comer no mínimo quatro vezes por dia: café da manhã, almoço, lanche a tarde e jantar.
Nessa emagreci de novo e desde então estabilizei no meu tido "peso ideal", algo em torno de 62 quilos. Óbvio que agora passei a separar horas do meu dia para preparar alimentos e isso consome a parte que me sobraria para estar estudando, dormindo, fazendo TCC, assistindo filmes e etc, mas me alimentar "virou" algo fundamental no meu cotidiano - até por que senão tudo que milito vai por água abaixo, sem energia não consigo carregar nenhuma bandeira, além de continuar só me arrastando. Óbvio também que minha atual companheira me ajuda muito nesse aspecto da alimentação, me cobra bastante para não ter mais jejuns prolongados, me ajuda com marmitinhas que comecei a trazer todos os dias para o trabalho e com lanches que ela leva na universidade para nós duas...
Enfim, agora estou mais saudável e mês passado finalmente sai da anemia! Com ajuda terapêutica e muito amor em casa sai da 'quase' depressão e estou tratando minha ansiedade doentia, agora só falta me planejar melhor para tocar a monografia e terminar mais um sonho, que é finalmente ter meu diploma, sair do funcionalismo público e trabalhar na área, mas um passo de cada vez :)
--
Sou militante desde adolescente. Minhas primeiras lutas foram por movimento estudantil, retiros católicos, ai, diversas coisas. E me lembro que um dia cheguei a ver uma imagem semelhante a esta ao lado que me levantou curiosidade, mas não dei a devida atenção na época. Devia ter uns 15 anos e ainda tinha muito o que amadurecer para entender realmente a mensagem atrás da imagem.Um belo dia, quando estava com lá meus 20 anos, depois de sair da casa dos meus pais, passar um pouco de necessidade 'na rua' e estar dependendo de ajuda dos meus então sogros para me alimentar etc, fui fazer um cachorro quente na casa deles com aquelas salsichinhas de boteco, sabe? Daquelas que vem num pote grande com vinagre e são meio azedinhas? Então. Enquanto cortava algumas para por no molho, fui comer uma e TCHARAM, veio um pedaço de plástico dentro. Tá, na ocasião ficamos todos com nojo mas acabou que os presentes comeram o dito cujo do hotdog (eu inclusa) e ficou por isso mesmo.
Na semana posterior fui procurar como que esse tipo de "alimento" é feito e confesso que o que vi me fez cortar, no mesmo dia, todo e qualquer tipo de carne superprocessada pra sempre da minha dieta. Não foi o mesmo vídeo que posto aqui embaixo, mas algo semelhante:
"Como assim eu nunca tive acesso a esse tipo de conteúdo?!" me perguntava. Logo eu, que sempre busquei estar informada sobre o que comprava - e militava para sermos menos consumistas - nunca tinha parado pra pensar no óbvio: nosso combustível. Exato. O que mandamos pra dentro, literalmente. Se realmente "somos o que comemos", esse tipo de "alimento" não deveria sequer ser vendido!
Conversa vai, conversa vem, troquei ideia com a mãe da minha ex e ela me contou alguns detalhes de como era o frigorífico que ela chegou a trabalhar por um tempo... Não vou entrar em detalhes para não ser desagradável, mas ela citou coisas como piscinas de sangue (onde os bovinos sangram até efetivamente morrer), e de como seus "miúdos" ainda chegavam quentes para que ela os limpasse e mandasse para o setor de embalagem... Enfim, para uma pessoa com o mínimo de empatia que eu era (e hoje sou muito mais), ouvir isso foi um tiro na minha cara... Nunca tinha pensado em como tudo que eu consumia vinha desse tipo de negócio!
Nesse ponto, umas duas semanas depois do ocorrido da salsicha, eu já tinha decidido que não iria mais comer carne processada e carne bovina, por não concordar com o método de abate desses animais (e por não admitir que continuaria comendo carnes bizarras como é o negócio que vem em formato de salsicha, linguiça, mortadela etc., para o consumo humano). Foi uma decisão até fácil de tomar, apesar de todos que estavam na minha volta ridicularizarem meus esforços...
Na época já tinha decidido que iria cortar "aos poucos" os outros tipos de carne, mas ai tive uma série de conversas com um amigo que me dava caronas todos os dias e que, coincidentemente, estava fazendo o trabalho de conclusão da pós-graduação num frigorífico... Ouvi outros relatos terríveis :'( e intensifiquei as buscas sobre vegetarianismo (questões nutricionais, substituições, verdades e mentiras, etc.) até encontrar o blog do meu amigo Robson Fernando, que foi meu tutor, teve paciência e didática para me dar um norte e incentivo em rumo a uma vida sem crueldade.Isso foi em 2011, onde comecei a estudar de vez o veganismo e me apaixonei pela causa. Como qualquer iniciante, queria uma data para comemorar e defini que a partir do primeiro dia de 2012 não iria mais comer nada derivados de animais. Foi muito engraçado porque estava em um aniversário na virada de ano novo e queria muito um pedaço do bolo, mas como só cantaram o parabéns depois da meia noite fiquei sem!
![]() |
| 2012 - Estava só a capa do Batman e não me dava conta, e ainda achavam "bonito" |
![]() |
| 2013/2014 - Alguns (muitos) quilinhos a mais, mas me "alimentando". |
Fiquei nessa crise durante todo ano de 2013 e começo de 2014, até que com o apoio da terapia e de um grupo de vegetarianos de Campo Grande que, assim como eu, acreditam que ser vegana não é difícil, o difícil é ser vaca, galinha, peixe, cabra, etc., mesmo estando em Mato Grosso do Sul, terceiro maior "produtor" de carne do país, onde há 9 vacas para cada ser humano (sem contar as populações de galinhas, porcos, cabras, avestruz, etc) decidi seguir minha consciência. Renunciei de vez os derivados e desde então me equilibro numa dieta vegana racional, onde me dou o direito (ou seria o dever?) de comer no mínimo quatro vezes por dia: café da manhã, almoço, lanche a tarde e jantar.
![]() |
| 2015 - foto do mês passado :) |
Enfim, agora estou mais saudável e mês passado finalmente sai da anemia! Com ajuda terapêutica e muito amor em casa sai da 'quase' depressão e estou tratando minha ansiedade doentia, agora só falta me planejar melhor para tocar a monografia e terminar mais um sonho, que é finalmente ter meu diploma, sair do funcionalismo público e trabalhar na área, mas um passo de cada vez :)
--
Lari querida, agradeço por ter me motivado a escrever esse texto, você provavelmente não tem noção nunca do quanto colocar isso por escrito me aliviou a alma! E bora lá, coragem pois sei que você tem um pezinho no lado verde da força, e se eu consegui você também consegue! Vou deixar um documentário (sem cenas fortes) aqui para te motivar - e também como forma de agradecimento a todos que tiverem paciência de ler esse relato até aqui. Até a próxima!
- 14:19
- 0 Comments
Depois de uma discussão boba por você se preocupar demais com minha saúde, achei graça e ri, te beijando por você ser tão linda. Óbvio que não vou deixar você ir, às 2h da madrugada, me buscar um anti-histamínico. Moro no centro há anos, poxa, e sei que esta hora é perigoso sair, mesmo perto.
"Não adianta me encher de beijinhos não, você sabe que não tem nada a ver isso, né?", você fala, indignada por eu te barrar.
Me pergunta porque ri, e desabafo: "eu te amo". Sei que tinha prometido não falar isso, nem nos apressar em algo que não prevemos, mas... Aconteceu. E nada tinha me preparado para o que iria ouvir a seguir.
"Eu também te amo".
Bem, foda-se se tínhamos combinado de só dormir naquele dia, e se tinha uma bola de pelos entubando minha garganta. Tua fala me tirou o ar de tal forma, que o sono e a tosse passaram. Só tinha você ali.
--
"Eu surtei você?", me pergunta."Por que surtaria?", respondo, perguntando.
"É que você ia até fazer uma camiseta sobre isso", você ri.
Rimos.
- 09:15
- 0 Comments
Eu acredito que tudo é uma questão de esforço, tudo pode ser melhorado com a quantidade de “horas empenhadas” que desprendemos seja pra lá o que for o intento. Por exemplo, ao escrever a primeira oração desta frase, pensei em várias formas de reeditá-la: “acredito que tudo é uma questão de esforço” – o verbo já está conjugado, fica subentendido o sujeito da frase (no português). Mas depois melhorei um pouco mais para “tudo é uma questão de esforço” – pois, se escrevo uma frase sem citar outras pessoas, falo minha opinião sobre o tema, logo, não preciso colocar na frase “eu acredito”, “eu creio” ou o pior, “eu acho”.
No parágrafo anterior demonstrei que o meu esforço, minhas “horas empenhadas” estudando como escrever bem efetivamente me faz melhorar minha redação. Conforme falam tanto na faculdade, ‘escrever é cortar palavras’. Mas não é simples assim, tenho que cortá-las mantenho o significado das frases. São os pequenos macetes que aprendi durante meus estudos e que, estranhamente, sempre recordo fácil – ao contrário de vários outros ensinamentos que nunca lembro, e que talvez fossem mais úteis no meu dia-a-dia. Afinal, a vida não é feita só de macetes.
Tenho muito que aprender ainda, mas algumas coisas precisam ser prioridade, o que assumo não ter ânimo para fazer - nos últimos dois anos, no mínimo. Por exemplo, preciso urgentemente continuar investindo horas no meu ensino de português e inglês, aprender a conduzir carro/moto para situações de emergência, e fazer algumas sessões de fonoaudiologia. Sei que preciso investir nestas áreas, mas quando começo a estudar e procurar a respeito, me saboto e nunca chego ao fim.
É difícil falar sobre isso, pois se trata de algo muito particular e eu considero uma característica vergonhosa. Demorei anos para assumir a mim mesma – e agora publicamente por meio desta postagem- que, se eu aprendo uma pequena parte do que preciso sobre qualquer tema, se me envolvo mesmo que rapidamente em algo, já me satisfaço e deixo de lado, mesmo querendo continuar.
Exemplificando: tenho esse blog e meu intento inicial era postar pelo menos uma vez por semana. Escrevo, publico e fico feliz, prometo para mim mesma que continuarei com frequência, mas, quando vejo, já se passaram dois meses e nada fiz a respeito. Isso é muito frustrante e me faz mal.
Assumir esse meu defeito deve ser parte da solução, pois agora tenho um princípio, um porto, que me serve de base: a Bárbara-antiga, que não se empenha em nada direito e que tinha resultados meia boca sempre e a Bárbara-nova, que quer melhorar como ser humano, a que quer crescer e adquirir raízes sólidas de conhecimento, digamos assim.
Quando escrevi o título desta postagem acabei por resumir com exatidão o que queria dizer – e sim, é difícil fazer títulos tão certeiros assim, quem escreve sabe. Talvez mais amadurecida depois de levar pancadas na cabeça durante 22 anos, hoje posso assumir que realmente estudei pelo raso, que peguei os atalhos mais fáceis e agora me sinto sem nada em profundidade.
Sim, eu, que sempre argumentei tão bem e acabava por influenciar quem estava por perto, acabo por me sentir burra por não conseguir interpretar textos mais acadêmicos. Burra por não conhecer nenhum princípio de qualquer teoria sobre qualquer tema. Me sinto burra muitas vezes, muitas vezes e todos os dias. E, com isso, me sinto inútil, surfando no ápice do “só sei que nada sei” socrático.
Esta semana conclui que estou cinco anos atrasada na minha vida e dói falar isso. Perceber que deveria fazer todo o ensino médio novamente, no mínimo, é vergonhoso. Não aprendi o básico do que me foi passado, não dei atenção para o que era de fato importante e não conclui muitos dos livros que me deram para estudar. Sim, me DERAM, e eu não ESTUDEI. De graça.
E, ao assumir tudo isso, me resta duas opções agora: manter meu posicionamento antigo ou mudar. E quero mudar, preciso mudar urgentemente! Estou como o peixe que sai da água e se rebate querendo voltar à ela, me afogando, morrendo em dúvidas. Será que tudo o que fiz foi tão errado assim, ou agora comecei a ser exigente demais?
- 06:13
- 0 Comments
| Rony Lee, a coisa mais linda da mãe |
Engraçado, você passa um tempo numa boa e daí pensa que superou a merda toda, acredita que pode ser feliz novamente, bota fé que vai crescer e ir pra frente dessa vez, mesmo sozinha, chega até a sair por ai fazendo loucuras e ficando com contente elas - então vem uma bomba como essa e fode tudo, arregaça tudo, te joga no chão, te estraga, te chama de pouca bosta e faz você ficar zuada interna e externamente.
| Ah Draco, por que tão bravo? |
Não deveria estar comentando sobre isso aqui, mas preciso escrever para ver se passa um pouco desse aperto que sinto. Mas é isso ai, mesmo que doa que nem uma dor crônica, daquelas que nunca terminam realmente, a vida é feita de altos e baixos, e é minha função ter que saber lidar e tirar bom proveito de tudo isso.
Ê, amor fati.
| Babi e Draco Lee: uma história de amor e ódio |
Para ilustrar esse post - no mínimo - triste, nada melhor do que fotos dos meus filhos lindos, Rony e Draco Lee, meus amores peludos. E essa mulher com cara de menina daqui do lado é outra Bárbara, que agora faz parte dessa bagunça que é meu dia-a-dia, minha roommate linda. Ela mora comigo desde 30/11/12, e sabe praticamente de todos meus delitos, ou quase. Obrigada Babsi, por me aguentar por tanto tempo, te amo, como se fosse minha irmãzinha mais nova (:
- 16:09
- 0 Comments
Estou naqueles momentos que só gostaria de ter respondido a todas as pessoas que me falaram que "eu era foda" ou "que eu conseguiria tudo o que eu quisesse" apenas isto:
NÃO CONSIGO, NÃO VOU CONSEGUIR, TÁ COMPLICADO CONTINUAR SIMPLESMENTE ACORDANDO, ENTÃO PARE DE COLOCAR SUAS EXPECTATIVAS E FRUSTRAÇÕES SOBRE MEUS OMBROS, NÃO AGUENTO MAIS ISSO.
Mas eu sei que, no fundo, essas pessoas nem se importam com o estado que me encontro. Então bola pra frente, sorrindo.
Ah, conheci uma banda nova esses dias, Heartless Bastards, e meio que viciei nela. Essa é minha música preferida, "Only for you". Essa música é muito linda, e o clipe também.
Boa semana para quem fica :)
- 05:29
- 0 Comments
E é com sentimento de satisfação (e um certo pesar) que minhas férias terminaram e nessa semana voltei para o trabalho, linda, leve e mais bronzeada do que o normal - não que eu goste dessa parte. Pensando no que fiz de efetivamente "legal" durante essas férias, concluo que as vivenciei ao extremo, fiz de tudo que queria e ainda tenho mais para curtir.
| Foto que não pode faltar da viagem |
| João Augusto, o surfista da família |
- Antes do ano novo deu pra dar uma esticada da viagem na praia, e levamos minha irmã e minha sobrinha junto. Apesar de termos pegado uma enchente na noite que passamos por lá, foi muito muito gratificante de ver a alegria do João, o caçula na manhã posterior a enxurrada. Sem contar que comi o melhor risoto da minha vida em Guaratuba - PR, de palmito (que derretia na boca de tão macio) e tomate seco;
- Vi muitos filmes novos, li alguns livros interessantes, revi várias obras e bati muitas fotos;
![]() | |
| Arte por Marina Duarte |
- Faz algum tempo que queria fazer uma tatuagem em específico, e no último mês passei a ideia para o meu tatuador de confiança, o João. Então, na primeira semana deste mês eu separei um $ a mais e a fiz, junto com mais um piercing, o que me deixou extremamente realizada. A escrita que ficaria no meio mudou, e resolvi por "Amor Fati", filosofia que Nietzsche seguiu no fim de sua vida, a qual me identifiquei muito desde que a conheci (o assunto merece um post separado depois).
Uma das frases dele que mais "explica" o que o Amor fati significa diz: "Não querer nada de diferente do que é, nem no futuro, nem no passado, nem por toda a eternidade. Não só suportar o que é necessário, e menos ainda dissimulá-lo (...), mas amá-lo." Mas a que mais gosto é: "Não quero fazer guerra ao que é feio. Não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores. Que minha única negação seja ‘desviar o olhar’! E, tudo somado e em suma: quero ser, algum dia apenas alguém que diz sim. (Nietzsche)"
- Visitei, junto com meu amigo João Paulo e a Andreily, o Asilo São João Bosco no dia 12/01, para levar algumas doações de roupas e agasalhos. Eu sei que devia ser uma ação altruísta, mas encaro como uma realização pessoal para mim. Faz muitos meses que estou juntando roupas para a doação e finalmente fiz a última parte, quer era apenas entregar. Me senti muito realizada com isso.
![]() |
| Depois fomos tomar água de coco, onde o John descobriu que tem como abrir para comer a polpa, haha |
- Me senti livre esse tempo todo, sai bastante com meus amigos, aproveitei muito a companhia do pessoal que eu gosto tanto e voltei a ter contato com minha ex, que é uma das pessoas que mais amo no mundo e que manter contato faz toda a diferença do mundo para mim, minha saúde mental e meu cotidiano (sem exageros);
![]() |
| Yulia de visita e meu Draco Lee reinando |
- E o melhor: viajei com meus pais e meus irmãos mais novos na última quarta-feira para a formatura da minha prima Yasmin, que se formou em medicina pela UFPR (sim, ela é atualmente o orgulho da família, e meu também, claro). Foi tudo muito lindo, vou até escrever um post separado sobre a alegria (e as festas);

- Conheci muito mais minha amiga Bárbara Lara, que está morando comigo desde o dia 30/11/2012 (sim, esqueci de falar sobre isso antes e sim, está muito legal morar com alguém tão parecida e diferente ao mesmo tempo);
Enfim, esse começo de ano está sendo muito bom para mim, espero para que quem leia esse post também. Na verdade, meu posicionamento mais sereno perante a vida me ajudou muito a conseguir encontrar um ponto de equilíbrio nessa loucura toda que é viver - afinal, como já disse antes, tudo é questão de ponto de vista.
- 04:40
- 0 Comments
Pensamentos depois de uma longa conversa com um Sr. não muito simpático - fila da UBS Silvia Regina, dia 12/09/2012.
- De que adianta saber das leis, saber dos seus direitos, julgar todos ao redor, ler 6, 7, 15 livros por mês, ter orgulho de se intitular crítico da sociedade... Mas não fazer a diferença para nem uma só pessoa?
- Do que adianta reclamar das eleições, do ECA, dos candidatos, dos políticos, da (falta de incentivo na) Educação do país, da corrupção, da ética... Mas se orgulhar de ser "aposentado desde 97", sendo que ainda não tem mais que 60 anos?
- O que adianta chamar "o povo" de alienado, esquecendo que você tabém faz parte desse povo?
- O que você realmente faz para transformar o sistema?
- Você não vê que continuar nesse ponto comum, nesse lugar vago, se achando O Intelectuado, faz de você um demagogo?
- Que a tua compania se torna desagradável?
- Que ninguém vai bater palmas (muito menos te elogiar) por você ser tão... Crítico?
O pior é saber quanto tempo demorei para entender tudo isso.
- 10:11
- 0 Comments
Meu amigo do serviço, um dos caras que mais confio por aqui, e que, acreditava eu, não classificava as pessoas pela aparência, veio me falar: "imagina se você tivesse entrado aonde trabalhamos com 'esse meu corte de cabelo' na época? Não teriam te dado nenhuma responsabilidade! Iria, provavelmente, ficar atendendo o telefone"(sic).
![]() |
| Bárbara/2010: Essa merece ter responsabilidades. |
Me julguem de ingênua e inocente, e me falem o quanto quiser: que não vou conseguir emprego, que a sociedade é assim mesmo, que não adianta pensar diferente. Digam o que vier a cabeça. Desta vez sou eu que falo que não vou mudar minha opinião, que é a seguinte:
![]() |
| Bárbara/2012: Essa é uma vândala, que merece "só atender o telefone". |
E se, no futuro, eu tentar entrar em algum lugar que não me aceitem meramente por minha aparência, não era para eu entrar ali. E, caso eu queira mesmo entrar em um grupo com pessoas que tenham o hábito de discriminar, vai ser para mudar a mente de todos que estiverem me "pré-conceituando".
Afinal, é ingenuidade demais acreditar que as pessoas mereçam ser aceitas do modo que são? É ingênuidade considerar que o CORTE DE CABELO não muda caráter? É normal julgar que, se um rapaz entrasse aqui com um moicano (ou rastafari, ou careca, ou qualquer coisa fora do comum), ele não teria capacidade de assumir uma responsabilidade?
Nisso fico pensando até quando vamos continuar repercurtindo esses preconceitos da época dos meus tata(...)ravós. Sim, eu sei que posso sofrer discriminação por conta da minha aparência no futuro (pois de pessoas pré-conceituosas o mundo ainda está cheio) mas vou sair por ai falando que concordo com isso? Que também penso isso? Lógico que não: vou ser a representação do que eu espero do mundo. E eu espero um mundo melhor, onde as pessoas NÃO sejam julgadas pela aparência. Ou melhor: onde as pessoas não sejam julgadas e ponto.
Ah, quase esqueci de um ponto importante para ser tocado ainda neste post:Conte-me mais sobre sua grande carreira profissional e humanista, com ênfase no quanto você acredita ser a pessoa que atende o telefone mais ou menos digna de ter responsabilidades. Ou que a pessoa que atende o telefone já não tenha responsabilidades.
Meu cabelo mudou, mas meu caráter continua o mesmo. E você? Que tem o mesmo corte desde os 5 anos de idade e tem seu caráter cada vez pior?
- 07:14
- 4 Comments
Tive uma aula de humanização hoje a tarde.
Estava em um ônibus indo para a faculdade, devidamente sentada, reclamando da chuva que "veio para atrasar meu tempo já contado de chegar na UFMS". Por conta dela, peguei um ônibus que para na frente de casa, com intuito de dar a volta no shopping e descer para o morenão (quem é de CG entende) e nem sabia que o 061 dava tantas voltas antes de chegar no terminal. Enfim, estava ali, reclamando da minha vidinha corrida, sem tempo até pra tomar uma ducha antes de sair de casa, escutando música e me preparando para ler uma revista qualquer, velhas companheiras de longas distâncias.
Ele apontou o joelho da senhora, quando viu que eu nada entendia do que estava ocorrendo: a articulação tinha dado uma volta de, no mínimo, 90° para a direita, como vemos em lutas de vale tudo e jogos de futebol. Não sei como ela conseguiu fazer aquilo tudo só tentando sentar em um banco, mas senti a dor em mim. Tentamos acudi-la, acalmando e mantendo-a consciente, mesmo sem muitos resultados. Nisso, liguei para o SAMU, o motorista para o corpo de bombeiros... E nada de uma ambulância chegar. O guri, futuro-estudante-de-medicina-se-tudo-der-certo, imobilizou a senhora, enquanto uma outra mulher e eu ficamos ali, conversando com ela.
Logo depois chegou outro ônibus para levar quem estava dentro deste, já que tivemos que parar no meio do trajeto por conta da passageira ferida. Nada de ambulância mesmo 15 minutos depois e, indigne-se, estávamos na frente da prefeitura, na avenida mais movimentada da cidade - ou seja, nada explica tanta demora.
Depois de desejar melhoras para a senhora machucada, tivemos (o guri, a outra mulher e eu) de deixar o veículo para, finalmente, seguir nosso trajeto em outra condução. Nisso, como de praxe das viações que muito respeitam seus clientes, as pessoas de dois ônibus (o parado em que estava e o que veio depois) tiveram que se acotovelar em um só: muito suor, cheiro de pessoas molhadas de chuva e as janelas fechadas, vestígios das pessoas que "se esquecem" de reabri-las quando a garoa passa.
Quando era mais nova, costumava brincar/falar que "abriram as portas do asilo" quando entrava em um ônibus com muitos idosos (sim hoje eu sei que esse tipo de "brincadeira" é preconceito, chamado gerontofobia). Depois, adolescente, aprendi a ceder o banco quando estava sentada para eles, por gentileza e respeito. O 2º ônibus estava lo-ta-do, com muitos deles, e não preciso dizer (mas vou) que a maioria dos idosos estava em pé, enquanto muitos jovens sentados fingiam não os ver - ou dormir.
Depois de passar por tudo isso que fui descobri estar em um ônibus que simplesmente dá varias voltas pra direção contrária do meu rumo e, cansada, suadae fedendo, decidi que a aula de hoje teria que ficar para outro dia. Desci no próximo ponto, o que, coincidentemente, era bem próximo do ponto em que subi no ônibus uma hora antes, e me inspirei para escrever agora estes momentos que passei, mas não porque achei interessante para escrever. Se lembra que disse ter tido uma aula de humanização? Na verdade, 'menti'. Não foi uma aula de atitudes humanas, e sim de como desrespeitar o próximo.
Explico:
- No primeiro ônibus, enquanto a senhora com o joelho deslocado guinchava de dor e se afogava em lágrimas, -tirando a outra mulher, o guri e eu - ninguém mais se importou, motorista incluso. Ninguém mais perguntou se ela precisava de ajuda, e sim fizeram o "contrário": reclamaram de o ônibus ter que parar, reclamaram dos próprios atrasos, falaram mal da pobre coitada com o joelho fodido.
- No segundo ônibus, só para dar um exemplo, um senhor de muletas se equilibrava em meio a multidão. Em determinada curva, sua muleta caiu no meu calcanhar e, de tão cheio que estava o ônibus, não consegui nem abaixar para ajudá-lo a erguê-la, outro rapaz que o fez. Uma senhora idosa teve que se segurar em mim para não cair quando o veículo acelerou, e várias outras se encontravam na mesma situação.
Se eu já estava indignada pelo descaso dos outros seres humanos (os ditos racionais e possuidores do tal polegar separado que os fazem dignos de ser o centro, o pico do antropocentrismo) com a senhora machucada do primeiro ônibus que entrei, o segundo ônibus, com essa mistura de lotação E descaso, me enraiveci em dobro. A vontade que tive não era de faltar apenas a faculdade, mas sim faltar ao resto da humanidade, parar de viver em sociedade para não ter que passar por isso de novo. COMO os outros podem ser tão apáticos? Como a dor do próximo, o a deficiência do próximo, ou até a idade do próximo pode ainda nos deixar indiferentes?
Parem tudo, eu quero descer. Me nego a aceitar que não existe uma migalha de bondade nas pessoas ao redor. Um pouco de empatia ou seja lá qual for o nome desse sentimento que me aflora no menor contato que tenho com outros seres vivos. Repito: seres vivos, e não apenas humanos. Me recuso a acreditar que vamos continuar tolerantes ao sofrimento alheio, apenas porque nós estamos bem e é só isso que interessa. Por que nossos filhos estão bem, porque nossos amados estão bem, e "não" temos o dever de ajudar quem está na pior, afinal, eles "não correram atrás de serem melhores na vida" e argumentos do gênero.

EU não vou ser só isso. E, se você ai também quer ser mais, me ajude. Me ajude naquela senhora ferida dentro de um ônibus. Se não souber como ajudar, tente acalmá-la, já é uma mão na roda. Me ajude no idoso de muletas sem um banco para se apoiar melhor. Me ajude nas ONGs que tanto precisam de nossa colaboração. Ame seus próximos, faça a diferença.
Estava em um ônibus indo para a faculdade, devidamente sentada, reclamando da chuva que "veio para atrasar meu tempo já contado de chegar na UFMS". Por conta dela, peguei um ônibus que para na frente de casa, com intuito de dar a volta no shopping e descer para o morenão (quem é de CG entende) e nem sabia que o 061 dava tantas voltas antes de chegar no terminal. Enfim, estava ali, reclamando da minha vidinha corrida, sem tempo até pra tomar uma ducha antes de sair de casa, escutando música e me preparando para ler uma revista qualquer, velhas companheiras de longas distâncias.
O banco do meu lado estava vazio, e uma senhora veio sentar ali. Escutando música, não reparei de primeira o que aconteceu. Só sei que a mulher começou a gritar, chorando, com uma dor terrível que a deixou quase convulsionando (essa palavra existe?), logo ali, do meu lado. Não sabia o que tinha acontecido, mas de pronto um senhor veio, pegou as sacolas que ela carregava para por ao lado, enquanto outro pegou seus cadernos e ajudou a sentar. Tentei ajudar também, colocando sua bolsa no meu colo. E, por último, um guri, talvez mais novo que eu, veio socorre-la com um pouco de seu conhecimento adquirido em um curso de primeiros socorros. "Vou tentar medicina no final do ano", me falou depois.
Ele apontou o joelho da senhora, quando viu que eu nada entendia do que estava ocorrendo: a articulação tinha dado uma volta de, no mínimo, 90° para a direita, como vemos em lutas de vale tudo e jogos de futebol. Não sei como ela conseguiu fazer aquilo tudo só tentando sentar em um banco, mas senti a dor em mim. Tentamos acudi-la, acalmando e mantendo-a consciente, mesmo sem muitos resultados. Nisso, liguei para o SAMU, o motorista para o corpo de bombeiros... E nada de uma ambulância chegar. O guri, futuro-estudante-de-medicina-se-tudo-der-certo, imobilizou a senhora, enquanto uma outra mulher e eu ficamos ali, conversando com ela.
Depois de desejar melhoras para a senhora machucada, tivemos (o guri, a outra mulher e eu) de deixar o veículo para, finalmente, seguir nosso trajeto em outra condução. Nisso, como de praxe das viações que muito respeitam seus clientes, as pessoas de dois ônibus (o parado em que estava e o que veio depois) tiveram que se acotovelar em um só: muito suor, cheiro de pessoas molhadas de chuva e as janelas fechadas, vestígios das pessoas que "se esquecem" de reabri-las quando a garoa passa.
Quando era mais nova, costumava brincar/falar que "abriram as portas do asilo" quando entrava em um ônibus com muitos idosos (sim hoje eu sei que esse tipo de "brincadeira" é preconceito, chamado gerontofobia). Depois, adolescente, aprendi a ceder o banco quando estava sentada para eles, por gentileza e respeito. O 2º ônibus estava lo-ta-do, com muitos deles, e não preciso dizer (mas vou) que a maioria dos idosos estava em pé, enquanto muitos jovens sentados fingiam não os ver - ou dormir.
Depois de passar por tudo isso que fui descobri estar em um ônibus que simplesmente dá varias voltas pra direção contrária do meu rumo e, cansada, suada
Explico:
- No primeiro ônibus, enquanto a senhora com o joelho deslocado guinchava de dor e se afogava em lágrimas, -tirando a outra mulher, o guri e eu - ninguém mais se importou, motorista incluso. Ninguém mais perguntou se ela precisava de ajuda, e sim fizeram o "contrário": reclamaram de o ônibus ter que parar, reclamaram dos próprios atrasos, falaram mal da pobre coitada com o joelho fodido.
- No segundo ônibus, só para dar um exemplo, um senhor de muletas se equilibrava em meio a multidão. Em determinada curva, sua muleta caiu no meu calcanhar e, de tão cheio que estava o ônibus, não consegui nem abaixar para ajudá-lo a erguê-la, outro rapaz que o fez. Uma senhora idosa teve que se segurar em mim para não cair quando o veículo acelerou, e várias outras se encontravam na mesma situação.
Se eu já estava indignada pelo descaso dos outros seres humanos (os ditos racionais e possuidores do tal polegar separado que os fazem dignos de ser o centro, o pico do antropocentrismo) com a senhora machucada do primeiro ônibus que entrei, o segundo ônibus, com essa mistura de lotação E descaso, me enraiveci em dobro. A vontade que tive não era de faltar apenas a faculdade, mas sim faltar ao resto da humanidade, parar de viver em sociedade para não ter que passar por isso de novo. COMO os outros podem ser tão apáticos? Como a dor do próximo, o a deficiência do próximo, ou até a idade do próximo pode ainda nos deixar indiferentes?
Parem tudo, eu quero descer. Me nego a aceitar que não existe uma migalha de bondade nas pessoas ao redor. Um pouco de empatia ou seja lá qual for o nome desse sentimento que me aflora no menor contato que tenho com outros seres vivos. Repito: seres vivos, e não apenas humanos. Me recuso a acreditar que vamos continuar tolerantes ao sofrimento alheio, apenas porque nós estamos bem e é só isso que interessa. Por que nossos filhos estão bem, porque nossos amados estão bem, e "não" temos o dever de ajudar quem está na pior, afinal, eles "não correram atrás de serem melhores na vida" e argumentos do gênero.

EU não vou ser só isso. E, se você ai também quer ser mais, me ajude. Me ajude naquela senhora ferida dentro de um ônibus. Se não souber como ajudar, tente acalmá-la, já é uma mão na roda. Me ajude no idoso de muletas sem um banco para se apoiar melhor. Me ajude nas ONGs que tanto precisam de nossa colaboração. Ame seus próximos, faça a diferença.
- 15:24
- 0 Comments
Sempre fui muito curiosa e, durante muito tempo, "D"eus foi a única certeza que tinha na minha vida. Contudo, na minha auto-criação católica apostólica romana, nunca entendi por que uma mulher não poderia celebrar missas, nem por que todos os papas eram homens. Nem conseguia imaginar qual seria o real tamanho desse tal de céu, por que, segundo a minha religião, "não existiria a tal da reencarnação". Também não conseguia entender como um homem bonitão como o tal Jesus, tão idealizado por nós, poderia ter vivido 33 anos no mais completo celibato, mas até ai tudo bem. Eu era um protótipo de feminista mirim, que acreditava que conseguiria ser uma freira revolucionária que realizaria missas, e no fundo acreditava em reencarnação sim.
Os problemas de verdade começaram esmo com a minha adolescência, onde afloraram mais perguntas, como "será que eu vim mesmo de Adão e Eva ou de um parente próximo dos macacos?" (vide aulas de biologia); "por que todos que creem na bíblia dizem que vamos para o céu quando morremos, quando lá diz que ficaremos na terra esperando o tal julgamento final?"; ou então: "como assim, somente 144.000 judeus irão pros Céus (apocalipse, 7:4), ou seja, já tô fora!” e coisas do tipo. E, com o tempo, veio minha atração por mulheres. Pronto, ai lascou de vez, além de ir direto pro inferno, vou sofrer em vida até cair pra lá.
Nisso frequentei outras seitas: igrejas evangélicas e seus cultos jovens (são mais pra cultos aeróbicos, a meu ver) - mas parei por que eram no sábado à noite e, convenhamos, eu tinha mais o que fazer dos meus sábados à noite. Também fui num centro espírita - mas parei por que fiquei com medo de ser verdade mesmo tudo que ouvia por lá. Fiz alguns dias de inglês nos mórmons, para ver se me enturmava, mas eles são mais fechados do que... Melhor nem comentar (sem contar que a bíblia deles é super diferente da minha "religião natal"). Ah, também aceitei fazer aquele curso de bíblia com evangélicos do 7º dia (sim, tive paciência para com eles e suas reuniões no sábado de manhã). Nada deu certo, nada solucionou minhas dúvidas - e o curso com as meninas do 7º dia me deu mais dúvidas ainda.
Nisso tudo, se já não fossem as dúvidas o suficiente, meus pais começaram a curtir certas crenças, depois de muito tempo sem religião oficial em casa. Foi o fim da minha permanência na casa deles: por conta da repentina convenção evangélica, a filha (nessas alturas) gay deles teve que cair fora. A única dúvida que tenho hoje é: como um "D"eus pode separar uma família? Como pode ser um "d"eus mais importante do que o amor por suas sementes, sangue do seu sangue?
Acontece que ainda tenho medo de falar que não acredito em nada, ao mesmo tempo em que todas as religiões me irritam. É como olhar para um pôr-do-sol lindo e pensar 'obrigada, "d"eus' e depois se odiar por isso. Sim, sou descrente, não acredito em livros, em religiosos, em curas ou salvações eternas. Se fosse para me auto-definir agora, digo que sou a favor da ciência, para a igualdade e respeito entre os seres e feliz. Não vou fazer boas ações apenas para agradar um possível "d"eus onipresente, e sim pela minha vontade de ajudar o mundo a ser um lugar melhor. Não vou ser hipócrita e julgar os outros de acordo com um livro escrito a dois mil anos atrás, sobre um cara que talvez nem existiu. Não quero pensar no que vem depois da morte, nem me regrar durante a vida por isso. Vou deixar para pensar nisso quando chegar lá.
Os problemas de verdade começaram esmo com a minha adolescência, onde afloraram mais perguntas, como "será que eu vim mesmo de Adão e Eva ou de um parente próximo dos macacos?" (vide aulas de biologia); "por que todos que creem na bíblia dizem que vamos para o céu quando morremos, quando lá diz que ficaremos na terra esperando o tal julgamento final?"; ou então: "como assim, somente 144.000 judeus irão pros Céus (apocalipse, 7:4), ou seja, já tô fora!” e coisas do tipo. E, com o tempo, veio minha atração por mulheres. Pronto, ai lascou de vez, além de ir direto pro inferno, vou sofrer em vida até cair pra lá.
Nisso frequentei outras seitas: igrejas evangélicas e seus cultos jovens (são mais pra cultos aeróbicos, a meu ver) - mas parei por que eram
Nisso tudo, se já não fossem as dúvidas o suficiente, meus pais começaram a curtir certas crenças, depois de muito tempo sem religião oficial em casa. Foi o fim da minha permanência na casa deles: por conta da repentina convenção evangélica, a filha (nessas alturas) gay deles teve que cair fora. A única dúvida que tenho hoje é: como um "D"eus pode separar uma família? Como pode ser um "d"eus mais importante do que o amor por suas sementes, sangue do seu sangue?
Acontece que ainda tenho medo de falar que não acredito em nada, ao mesmo tempo em que todas as religiões me irritam. É como olhar para um pôr-do-sol lindo e pensar 'obrigada, "d"eus' e depois se odiar por isso. Sim, sou descrente, não acredito em livros, em religiosos, em curas ou salvações eternas. Se fosse para me auto-definir agora, digo que sou a favor da ciência, para a igualdade e respeito entre os seres e feliz. Não vou fazer boas ações apenas para agradar um possível "d"eus onipresente, e sim pela minha vontade de ajudar o mundo a ser um lugar melhor. Não vou ser hipócrita e julgar os outros de acordo com um livro escrito a dois mil anos atrás, sobre um cara que talvez nem existiu. Não quero pensar no que vem depois da morte, nem me regrar durante a vida por isso. Vou deixar para pensar nisso quando chegar lá.
- 14:13
- 0 Comments
Um dos males que sofro é só viajar com desejar coisas grandes: se começo a escrever, quero ser uma grande escritora, se começo a pintar, quero ser pintora profissional, se vou num estúdio de tatuagem, já quero tatuar os outros. Mas não é só nestas situações que eu realmente tento abraçar o mundo com as pernas, sou assim em muitos assuntos: quero mudar quem gosta de funk, quem é preconceituoso com gay, quem é desatento com a criação dos filhos, dos animais, do modo que se alimenta, com qualquer aspecto que eu estude e vejo que posso ensinar os outros a ter uma vida melhor. Ou seja, eu gosto mesmo de ser uma entrona.
Antes falaria sobre isso com alguém que confiasse, alguém que acreditasse ser bom ouvinte, alguém que me desse atenção, tanto faz. Mas todas as pessoas que antes tinham estas características se foram, se cansaram desse meu jeito ridículo de ser. Elas se empanturraram dessa garota que tentava mandar e desmandar em suas vidas, eles largaram mão dessa menina/mulher volúvel que só vendo para entender quão ruim é.
Antes falaria sobre isso com alguém que confiasse, alguém que acreditasse ser bom ouvinte, alguém que me desse atenção, tanto faz. Mas todas as pessoas que antes tinham estas características se foram, se cansaram desse meu jeito ridículo de ser. Elas se empanturraram dessa garota que tentava mandar e desmandar em suas vidas, eles largaram mão dessa menina/mulher volúvel que só vendo para entender quão ruim é.
- 12:40
- 0 Comments
O que é o quesito 'normalidade' para você?
Afinal, se minha vida é ou não é normal, disso nem eu sei. Creio que há um tanto de monotonia nas pessoas felizes que se julgam 'normais' por ai. Mas então vem o fato de querer impor que minha vida seja 'normal'... Sendo que nem eu quero isso. Há!
Posso errar, mudar, desmudar, revirar, inventar, constranger se eu quiser, mas isso para mim é parte de minha essência. Eu não sou apenas um fio do tapete, sou parte de um todo. Mudar para mim, é sinonimo de coexistir.
Pode constranger e até mesmo colocar em dúvida a opinião das pessoas que me cercam. Para elas, eu pareço bastante 'em crise'. Como foi as palavras que me disseram: Burra.
Mas eu ponho em discussão esse ponto. Serei mesmo burra, por ser diferente? Creio que prefiro ser a velha metamorfose ambulante.
Do meu futuro? Nem eu sei... Então parem de dar pitaco!
Afinal, se minha vida é ou não é normal, disso nem eu sei. Creio que há um tanto de monotonia nas pessoas felizes que se julgam 'normais' por ai. Mas então vem o fato de querer impor que minha vida seja 'normal'... Sendo que nem eu quero isso. Há!
Posso errar, mudar, desmudar, revirar, inventar, constranger se eu quiser, mas isso para mim é parte de minha essência. Eu não sou apenas um fio do tapete, sou parte de um todo. Mudar para mim, é sinonimo de coexistir.
Pode constranger e até mesmo colocar em dúvida a opinião das pessoas que me cercam. Para elas, eu pareço bastante 'em crise'. Como foi as palavras que me disseram: Burra.
Mas eu ponho em discussão esse ponto. Serei mesmo burra, por ser diferente? Creio que prefiro ser a velha metamorfose ambulante.
Do meu futuro? Nem eu sei... Então parem de dar pitaco!
- 15:24
- 0 Comments








.jpg)



.jpg)




