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E é com sentimento de satisfação (e um certo pesar) que minhas férias terminaram e nessa semana voltei para o trabalho, linda, leve e mais bronzeada do que o normal - não que eu goste dessa parte. Pensando no que fiz de efetivamente "legal" durante essas férias, concluo que as vivenciei ao extremo, fiz de tudo que queria e ainda tenho mais para curtir.
| Foto que não pode faltar da viagem |
| João Augusto, o surfista da família |
- Antes do ano novo deu pra dar uma esticada da viagem na praia, e levamos minha irmã e minha sobrinha junto. Apesar de termos pegado uma enchente na noite que passamos por lá, foi muito muito gratificante de ver a alegria do João, o caçula na manhã posterior a enxurrada. Sem contar que comi o melhor risoto da minha vida em Guaratuba - PR, de palmito (que derretia na boca de tão macio) e tomate seco;
- Vi muitos filmes novos, li alguns livros interessantes, revi várias obras e bati muitas fotos;
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| Arte por Marina Duarte |
- Faz algum tempo que queria fazer uma tatuagem em específico, e no último mês passei a ideia para o meu tatuador de confiança, o João. Então, na primeira semana deste mês eu separei um $ a mais e a fiz, junto com mais um piercing, o que me deixou extremamente realizada. A escrita que ficaria no meio mudou, e resolvi por "Amor Fati", filosofia que Nietzsche seguiu no fim de sua vida, a qual me identifiquei muito desde que a conheci (o assunto merece um post separado depois).
Uma das frases dele que mais "explica" o que o Amor fati significa diz: "Não querer nada de diferente do que é, nem no futuro, nem no passado, nem por toda a eternidade. Não só suportar o que é necessário, e menos ainda dissimulá-lo (...), mas amá-lo." Mas a que mais gosto é: "Não quero fazer guerra ao que é feio. Não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores. Que minha única negação seja ‘desviar o olhar’! E, tudo somado e em suma: quero ser, algum dia apenas alguém que diz sim. (Nietzsche)"
- Visitei, junto com meu amigo João Paulo e a Andreily, o Asilo São João Bosco no dia 12/01, para levar algumas doações de roupas e agasalhos. Eu sei que devia ser uma ação altruísta, mas encaro como uma realização pessoal para mim. Faz muitos meses que estou juntando roupas para a doação e finalmente fiz a última parte, quer era apenas entregar. Me senti muito realizada com isso.
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| Depois fomos tomar água de coco, onde o John descobriu que tem como abrir para comer a polpa, haha |
- Me senti livre esse tempo todo, sai bastante com meus amigos, aproveitei muito a companhia do pessoal que eu gosto tanto e voltei a ter contato com minha ex, que é uma das pessoas que mais amo no mundo e que manter contato faz toda a diferença do mundo para mim, minha saúde mental e meu cotidiano (sem exageros);
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| Yulia de visita e meu Draco Lee reinando |
- E o melhor: viajei com meus pais e meus irmãos mais novos na última quarta-feira para a formatura da minha prima Yasmin, que se formou em medicina pela UFPR (sim, ela é atualmente o orgulho da família, e meu também, claro). Foi tudo muito lindo, vou até escrever um post separado sobre a alegria (e as festas);

- Conheci muito mais minha amiga Bárbara Lara, que está morando comigo desde o dia 30/11/2012 (sim, esqueci de falar sobre isso antes e sim, está muito legal morar com alguém tão parecida e diferente ao mesmo tempo);
Enfim, esse começo de ano está sendo muito bom para mim, espero para que quem leia esse post também. Na verdade, meu posicionamento mais sereno perante a vida me ajudou muito a conseguir encontrar um ponto de equilíbrio nessa loucura toda que é viver - afinal, como já disse antes, tudo é questão de ponto de vista.
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Quando se trata de relacionamentos, as pessoas tendem a complicar o que poderia ser muito simples. Por exemplo, imagine que a pessoa A Se interessa pela pessoa B, e vice-versa. Mas o medo de se magoar, o medo de se iludir ou o medo do futuro acabam por manter A longe de B.
É aquela velha história de que, quando se compartilha a cama com alguém, não são apenas duas pessoas que ali estão: entra na jogada os egos, os passados, as expectativas, os "ex"... E muitas vezes, por motivos até pequenos, A e B nunca terão oportunidade de serem felizes juntos.
Sendo que as pessoas podem ser livres, serem francas. Podem olhar com interesse quando se sentirem interessadas, ou podem tratar como amigo quem é só amigo. Mas tudo pode ficar tão complicado, é o tal do "diz-que-me-disse", é a história do "ter-que-contar-vantagem", são os joguinhos psicológicos, essa de "mulher-tem-que-ser-difícil" ou "tem-que-ter-charme".
Onde foi parar o espírito solto, que nos deixa aproveitar um momento bom, independente com quem for? Independente do "que vem depois"? Sem nem pensar no que vem depois? Sem idealizações ou expectativas em excesso, príncipes encantados ou sapos? Por que não descomplicar toda essa monotonia e se preocupar em ser, única e exclusivamente, feliz?
Complicações à vista!
Pensar de maneira leve, obviamente, tem suas consequências. Imagine ir contra todas as outras pessoas, criadas nesse paradigma do "você-tem-que-casar". Primeiramente, será mais difícil encontrar pessoas que pensem de maneira semelhante, visto que se libertar de certas amarras sociais leva tempo e amadurecimento.
Segundo, exige muita força de espírito se manter nesse posicionamento, pois a pessoa poderá enfrentar sérias críticas (e leves desapontamentos, quando o alvo de seu interesse não conseguir pensar assim também). E, por terceiro, você poderá magoar mais outras pessoas, que possam vir a querer algo sério com você, mesmo sabendo que você é, a priori, livre.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa...
Se libertar desses pensamentos opressores não significa que serão pessoas vulgares, fúteis, criminosas ou qualquer outro tipo de adjetivo pejorativo. Não significa, necessariamente, que fugirão de relacionamentos ou ideologias ditas como sérias (casamento, religião, política etc).
Elas não sairão quebrando placas ou chutando idosos, furtando viúvas ou estuprando criancinhas. Simplesmente, elas se libertaram para serem felizes - o que parece óbvio, mas muita gente não consegue. No fundo, muitos querem, mas pouco fazem para começarem a viver sem ter como meta o cultivo da raiva, do sentimento de posse, do ciúme em excesso, da falta de paciência ou do imediatismo.
Imagine
Um lugar onde você poderá ser verdadeiro. Um espaço só seu, onde você encontra sua plenitude. Sem guardar mágoas, sem ressentimentos por coisas não ditas, por expectativas que não foram realizadas, amizades desfeitas ou auto-comiseração. Onde cada dia, um de cada vez, tem todo o potencial do mundo para ser o melhor dia da sua vida.
Esse lugar existe, e pode ser encontrado mais perto do que imaginamos: está dentro de nós, pronto para ser usado até se lambuzar. A questão que fica, para respondermos internamente, é:
Você se deixaria ir?
- 04:23
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