- 07:50
- 0 Comments
Após assistir esse vídeo, a única pergunta que me resta é: como não me apaixonei por blues antes?
Assista e encante-se também:
Assista e encante-se também:
- 07:01
- 0 Comments
Estive num ônibus lotado esses dias e acabei por ouvir a
conversa entre um senhor sentado atrás de mim e um menino. Ele dizia algo do
tipo: “você tem que estudar muito para ser alguém na vida, senão fica velho que
nem eu, tendo que carregar caixas pesadas até essas horas da tarde”. Na hora, até falou que “você tem que estudar muito menino, pra ser doutor, engenheiro,
médico, e ai ficar sentado no escritório, só mandando nos outros”.
Quando fui descer do ônibus, não me contive e fui conversar
com esse senhor. Falei que acidentalmente ouvi a conversa dele com a criança e
expliquei, carinhosamente, que não concordava com o que ele havia dito.
Acontece que acredito que ele devia valorizar mais o trabalho dele, pois toda
forma de trabalho é digna.
Acabou que ele ficou emocionado e me disse que talvez
estivesse errado com a forma que se expressou. E nisso eu fiquei emocionada de
ter feito esse momento acontecer.
Então hoje li uma matéria sobre Jones Yuri Amaral que, quando menino, decidiu trabalhar como pipoqueiro ao crescer. Ele foi contra tudo o que dizem nas
escolas, nas famílias, no imaginário popular... Afinal, como poderia uma
criança querer “tão pouco” pra sua vida?
Acontece que hoje ele é dono da Flavored Popcorn, que é uma rede de barraquinhas de pipocas com franquias por todo o País, e ganha um bom dinheiro com sua profissão dita como “não
convencional”. O que mais me assusta é reparar que, pra muita gente que eu
conheço, um trabalho desses não é sequer uma possibilidade. É motivo de descaso,
do tipo quando se fala “isso, não estuda, daí vai ser lixeiro quando crescer”. Sem
pensar o quanto o trampo do lixeiro é importante.
O que me lembra de uma música muito boa que ouvi esses dias, que divaga sobre como a moça do café influencia na produção - na verdade, uma ótima crítica, enfim. Vou deixar ela aqui para quem ler também se deliciar com mais uma ótima da nossa música brasileira.
Sim, toda forma de trabalho é digna.
- 04:09
- 0 Comments
Aqui não é o lugar certo para escrever esse tipo de assunto, pois vai ficar realmente parecendo que é uma indireta. Mas acontece que isso é tão recorrente na minha vida que resolvi falar sobre - tanto pra desabafar, quanto pra ver se só eu passo por isso.
Acabei de ver em álbuns alheios de outra rede social um monte de fotos de reuniões familiares que participei. Fotos de minha autoria e que agora estão sem um pingo de reconhecimento. Sem, no mínimo, meus créditos autorais. Olha, nem vou entrar no mérito dos créditos para não me estressar também no âmbito jornalístico da situação toda, mas com certeza esse é um dos pontos que me revoltam. Afinal, hoje eu vejo que acabei “perdendo” de participar dos eventos para realizar as fotos. Foi meu trabalho, minha contribuição, e pelo menos por isso eu devia ser citada ali.
Se fosse só isso, estava bom. O que realmente me entristece é ver que todas as fotos em que apareci foram apagadas. Como que, fazendo isso, me tirassem de todas essas histórias, de todos esses momentos que considero importantes por terem acontecido em minha vida. Eventos em que, sim, fomos felizes, todos juntos e misturados. E que sim, EU estive presente ali: uma festa de noivado, uma ou outra missa especial, várias comemorações de aniversários, jantares, baladas, almoços, gincanas etc.
É muita falta de consideração apagar determinadas fotos apenas por que “ah, não tenho mais contato com essa pessoa, *vou excluir ela destes momentos*”. Sendo que, ao mesmo tempo: “vou manter todas as outras fotos que essa mesma pessoa tirou como lembrança”. Esse tipo de situação me magoa ao extremo, por mais que possa parecer que estou brigando por pouca coisa.
-Acontece que fotografia é algo sério para mim.
-Acontece que pretendo trabalhar com isso no futuro.
-Acontece que eu gosto de lembrar destes momentos, e sumirem comigo deles me faz pensar se eu realmente fui bem quista ali enquanto estive próxima.
-Acontece que, ao contrário do que devem pensar, tenho uma enorme consideração por estas pessoas e pelos momentos que vivemos juntos.
Então me pergunto: será besteira minha, afinal os outros parecem não ligar quando isso acontece com eles? Até quando me importarei com esse tipo de situação? Enfim.
- 07:53
- 0 Comments


